Tenho um aluno que parece um mini-adulto pelo corte de cabelo, pelas roupas que veste e até pela conversa, por vezes, séria que tem. Talvez devido à sua queda para a maioridade, ele adora falar do Facebook (isto se admitirmos que os adultos adoram falar desta rede).
Da última vez o miúdo perguntou-me:
- Sabes que eu tenho Facebook?
- Sei, já me disseste uma vez.- Respondi desconfiando o rumo da conversa...
- Se quiseres eu digo-te o meu nome lá, mas não te digo a minha passe! - Já na outra conversa veio com a mesma história.
- Acho muito bem que não! As palavras-passe não se dizem a ninguém!
Ao fundo, começo a ouvir algumas vozes:
- Eu sei a passe dele, ele contou-nos... - Ignorei, caso contrário, em segundos ficaria a saber a senha do rapaz.
- É o meu pai que lá vai... Eu pedi-lhe "quero estar no Facebook, quero estar no Facebook! Quero estar no Facebook, quero estar no Facebook!" Então ele fez-me o Facebook.
Aaaahh...
Isto é ser pai? Deixar-se vencer pelo cansaço?
Quero crer que...nem sempre, nem sempre.
Uma coisa parece certa, pelo menos neste caso, a persistência parece ser coisa dos filhos.
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